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PARÁBOLAS8 min de leitura

O Bom Samaritano: Quem é Mesmo o Meu Próximo?

Um homem caído à beira do caminho, dois religiosos que passam de longe, e um estrangeiro que para. A parábola que redefine quem devemos amar.

Uma Pergunta para se Livrar de uma Resposta

Um especialista na lei pergunta a Jesus como herdar a vida eterna. Jesus devolve a pergunta, e o homem responde bem: amar a Deus e amar ao próximo como a si mesmo (Lucas 10:27). Mas então, "querendo justificar-se", ele pergunta: "E quem é o meu próximo?" (Lucas 10:29). É uma pergunta feita para encontrar os limites de quem ele precisa amar, e Jesus responde com uma história que elimina qualquer limite.

A Estrada de Jerusalém a Jericó

Um homem descia por essa estrada conhecida por ser perigosa, e caiu nas mãos de assaltantes que o espancaram e o deixaram "meio morto" (Lucas 10:30). Um sacerdote passou, viu, e seguiu pelo outro lado. Um levita, servidor do templo, fez o mesmo. Ambos tinham motivos religiosos plausíveis para evitar contato com um corpo possivelmente impuro. A religiosidade deles os impediu de agir.

O Estrangeiro que Parou

Então veio um samaritano, um povo que os judeus da época desprezavam por razões históricas e religiosas. Ele viu o homem e "moveu-se de íntima compaixão" (Lucas 10:33). Ele fez curativos, colocou o ferido sobre seu próprio animal, pagou do próprio bolso a hospedagem, e prometeu voltar para cobrir qualquer custo adicional. Nada disso era obrigação dele. Tudo isso foi escolha.

A Pergunta Invertida

No final, Jesus não responde "quem é o meu próximo". Ele pergunta: "Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?" (Lucas 10:36). A pergunta muda de "quem eu preciso amar" para "quem eu estou disposto a me tornar para alguém". O próximo não é uma categoria de pessoas. É uma atitude de quem se aproxima.

Vai, e Faze Tu o Mesmo

A resposta final de Jesus não é uma doutrina. É uma ordem prática: "Vai, e faze tu o mesmo" (Lucas 10:37). Não é sobre saber a resposta certa. É sobre parar diante de alguém caído, ainda que seja incômodo, ainda que custe tempo e dinheiro, e agir com compaixão real.

Talvez você conheça alguém, hoje, caído à beira do caminho de alguma forma, sozinho, cansado, sem esperança. Esta parábola existe para lembrar você de que atravessar a rua para ajudar nunca foi opcional.

Vai, e faze tu o mesmo.

Lucas 10:37

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